• Exposição Temporária

    22 de outubro de 2021 a 26 de fevereiro de 2022
  • "CRUZEIRO SEIXAS - O SENTIDO DO ENCONTRO"
    Inauguração 3 de dezembro

    Local: Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa

"CRUZEIRO SEIXAS - O SENTIDO DO ENCONTRO"
Exposição enquadrada no Programa Evocativo das Comemorações do Centenário de Cruzeiro Seixas. 

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, o Presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, e os comissários Marlene Oliveira e Perfecto E. Cuadrado, têm o prazer de convidar para a inauguração da exposição “Cruzeiro Seixas – o sentido do encontro”, dia 3 de dezembro, sexta-feira, às 18h00, na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.  
 
A exposição estará patente até dia 26 de fevereiro de 2022. 
Artur Manuel do Cruzeiro Seixas, desaparecido a 8 de novembro de 2020, foi um dos principais representantes do Surrealismo em Portugal.  A Fundação Cupertino de Miranda de V.N. Famalicão, o Ministério da Cultura e a Sociedade Nacional de Belas Artes unem-se para o homenagear, associando outras grandes instituições que o representam na sua coleção.
Esta exposição permite dar a conhecer algumas das mais importantes obras de Cruzeiro Seixas, apresentando as diferentes técnicas por ele, e pelos surrealistas, exploradas. Esta exposição encerra o ciclo do seu centenário, a decorrer de 3 de dezembro de 2021 a 26 de fevereiro de 2022, na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.
Uma homenagem? Sim.
Um ato de reconhecimento e de agradecimento? Sim.
Uma manifestação de amor e de amizade? Sim.

Curadoria: Marlene Oliveira e Perfecto Cuadrado


A INOCÊNCIA EM ANTÓNIO PAULO TOMAZ
22 de outubro de 2021 a 26 de fevereiro de 2022

António Paulo Tomaz (Lousã,1928-2009), estofador de profissão, aproximou-se do surrealismo por influência de Cruzeiro Seixas e integrou a primeira exposição do grupo “Os Surrealistas”, em 1949, em Lisboa. Esta exposição, que juntou artistas como António Maria Lisboa, Cruzeiro Seixas, Fernando José Francisco ou Mário Cesariny, entre outros, serviu para definir públicamente a distância e uma espécie de rupture inaugurale em relação ao Grupo Surrealista de Lisboa.
Esta exposição pretende homenagear Cruzeiro Seixas, cumprindo um desejo seu de destacar a obra de António Paulo Tomaz, guardada numa gaveta no seu quarto.

Não sei o que o António Paulo semeou, não sei o que colheu nesses quarenta anos de ausências; certamente se modificou, pois a vida de todos os dias, não poderia aceitar alguém como ele era quando o conheci.
Dele restam estes desenhos, que sempre me têm acompanhado. Tocado de poesia viveu. O mistério da vida não é nada, se comparado ao mistério da morte. Ele ignorava a sua capacidade de sonhar, ou fundia-a com o dia-a-dia. (Cruzeiro Seixas)

Fruto da mais recente incorporação proveniente do legado deixado por Cruzeiro Seixas, foi possível reunir um conjunto de obras da autoria do homenageado que nunca tiveram a merecida oportunidade para se apresentarem e que assim propõe-se como um intento de “desocultação” – esperamos e desejamos que definitiva – da obra, da pessoa e da personagem de António Paulo Tomaz, o que, para todos os que trabalhamos no CPS, constitui mais uma estação no caminho marcado desde o início dos seus trabalhos de recuperação, preservação e divulgação das obras, dos autores e dos propósitos, melhor ou pior conseguidos, – mas sempre necessários e urgentes – da história da intervenção surrealista em Portugal: reabilitar o real quotidiano na direção de um novo real poético presidido pelo Amor, Liberdade e Poesia.

Comissários da exposição
Marlene Oliveira e Perfecto Cuadrado