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Centenário do nascimento de Cruzeiro Seixas

No próximo dia 3 de dezembro, no dia em que Cruzeiro Seixas faria 100 anos, a Fundação Cupertino de Miranda (detentora da obra original) em parceria com o Público apresentam o livro Eu Falo em Chamas, uma edição fac-similada.
Poderá adquirir o seu exemplar, a partir da próxima quinta-feira (3 de dezembro) na nossa loja/livraria em:https://www.cupertino.pt/loja/detalhe/?Id=7086&type=product
Não perca!
Ao longo do dia 3 de dezembro iremos divulgar algumas declamações da poesia de Cruzeiro Seixas nas redes sociais da Fundação Cupertino de Miranda. 
Fique atento!
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  • Data 3 de dezembro de 2020

Notas

Cruzeiro Seixas (3 de dezembro de 1920 - 8 de novembro de 2020)

Artur do Cruzeiro Seixas nasceu a 3 de dezembro de 1920 na Amadora, Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio, entre 1935 e 1941, participando também dos encontros no Café Hermínius. Tal como os restantes surrealistas sentiu-se atraído pelo Neo-Realismo (1945-1946), mas as inquietações plásticas e os desejos de libertação estéticos e ideológicos conduziram-no para o Surrealismo.
Em 1948 toma parte na atividade dos surrealistas, mantendo um continuado contacto com o Mário Cesariny e outros membros do futuro grupo Os Surrealistas, de que é figura importante.
Assumiu o projeto surrealista, desde 1949, e não mais o abandonou, afirmando-se na área do desenho, na qual desenvolveu com grande perícia técnica um universo muito pessoal. Representa, na sua obra, um universo imaginário “estranho e cruel” através de contrastes entre pretos e brancos.
Em 1951 alista-se na marinha mercante, viajando por África, Índia, Extremo Oriente e acaba por fixar-se em Angola até ao desabrochar da Guerra Colonial. Aqui desenvolve o gosto pela dita “arte primitiva”, num percurso individual continua a ação surrealista.
A Fundação Cupertino de Miranda é detentora do seu acervo pessoal, constituído por cartas, postais, cadernos manuscritos, fotografias, desenhos, catálogos, serigrafias, colagens, objetos, pinturas, entre outros.
No dia 14 de outubro de 2020 foi condecorado com a Medalha de Mérito Cultural, pela Ministra da Cultura, Graça Fonseca.
Cruzeiro Seixas faleceu no dia 8 de novembro de 2020, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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