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Sessão de encerramento da exposição "Rui Aguiar: das raízes dispersas"

RUI AGUIAR: DAS RAÍZES DISPERSAS
SESSÃO DE ENCERRAMENTO DA EXPOSIÇÃO

No próximo dia 10 de setembro, pelas 15h00, realiza-se uma sessão de encerramento da exposição do artista Rui Aguiar “Das Raízes Dispersas”, patente no museu da Fundação Cupertino de Miranda, com mais um evento HDV – Home Digital Videos.

Para além da visita orientada ao espaço da exposição, serão exibidos vídeos com imagens digitais produzidas por Rui Aguiar entre os anos de 2000 e 2020, abordando vários temas presentes ao longo do percurso do Pintor, que serão apresentados e comentados por alguns convidados especiais, com debate com o público presente.

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  • Local Fundação Cupertino de Miranda
  • Data 10 de setembro de 2022

Notas

Rui Aguiar – das raízes dispersas

 Rui Aguiar, nasceu no centro do Porto a 20 de junho de 1944.

Sem ter estado ligado – por idade e pelo seu espirito livre – às atividades coletivas dos surrealistas portugueses, existem na sua obra (pinturas, desenhos, colagens, fotomontagens, assemblagens e objectos) fortes ligações com as práticas artísticas surrealistas, em diálogo de sucessivas justaposições, conjunções ou fusões com práticas vindas dos quatro pontos cardeais da Modernidade artística. Nesta exposição temos, assim, uma seleção de trabalhos que revelam influências dos movimentos artísticos dos finais do século XIX e início do XX.
É um momento para recordar e reconhecer conceitos que informaram o discurso poético e estético do artista, bem como um testemunho das raízes dispersas do movimento surrealista, e dos seus diferentes caminhos.
A exposição reúne trabalhos inéditos datados do início da sua atividade até aos dias de hoje. Trata-se de uma mostra semi-antológica, com algumas das suas obras mais significativas das décadas de 70 a 90, juntamente com obras mais contemporâneas do universo da arte digital. Com uma obra experimental e eclética, à semelhança dos artistas da sua geração, essencialmente caraterizadora do abstracionismo e da Arte Povera, redescobrimos nas suas obras, mais do que talvez esperássemos, as influências dos movimentos artísticos do início do século.
Itinerário de um artista “absolutamente moderno”, que tem sabido, e sabe, que o assombro e o prazer do conhecimento e de dar realidade ao sentido da palavra (o verbo criador), própria de cada linguagem, é um privilégio de crianças e de artistas que sabem manter a maneira de dialogar com a realidade através do “olhar selvagem”, de que Breton falava.

Catálogo da exposição