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Autor do Mês - Eugénio de Andrade

O Autor do mês de janeiro é Eugénio de Andrade
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© Retrato de Eugénio de Andrade. Fonte: Jornal de Letras



 

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de janeiro de 1923, no Fundão, na Póvoa de Atalaia. Foi tradutor e escritor, tendo publicado mais de 20 livros só de poesia, algumas obras em prosa, antologias e livros infantis. É considerado um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Filho de pais camponeses, que se separaram, tendo ficado à guarda da mãe, mudou-se com esta para Castelo Branco com apenas 7 anos de idade. Frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, e sempre revelou um interesse pela leitura, passando horas na biblioteca. Em 1943 passou a residir em Coimbra, após ter cumprido o serviço militar. Em 1947 tornou-se funcionário público, passando a exercer funções de inspetor administrativo do Ministério da Saúde em Lisboa. Em 1950 fixou-se no Porto, na Foz do Douro. Apesar de ser uma pessoa distinta e com um enorme prestígio, Eugénio de Andrade era uma pessoa distanciada da vida social, isolando-se e resguardando-se de toda a vida pública. Começou a sua atividade literária em 1936, ano em que conheceu António Botto, após lhe ter suscitado curiosidade pelos seus poemas, que lhe enviara em 1938. Apenas um ano depois publica o seu primeiro poema “Narciso”. Tendo, posteriormente, a assinar como “Eugénio de Andrade”. “Adolescente” é o título do primeiro livro que o autor edita em 1942, contudo, é em 1948 que ganha visibilidade com o livro “As mãos e os Frutos”. Outras das obras poéticas que lhe deram destaque foram: "Os amantes sem dinheiro" (1950), "As palavras interditas" (1951), "Escrita da Terra" (1974), "Matéria Solar"(1980), "Rente ao dizer" (1992), "Ofício da paciência" (1994), "O sal da língua" (1995) e "Os lugares do lume" (1998). Evidenciou-se também na prosa com alguns títulos como: "Os afluentes do silêncio" (1968), "Rosto precário" (1979) e "À sombra da memória" (1993). Foi autor também de alguns livros infantis como "História da Égua Branca" (1976) e "Aquela Nuvem e Outras" (1986) . As suas obras foram traduzidas em várias línguas como o alemão, asturiano, basco, castelhano, catalão, galego, chinês, francês, italiano, inglês, jugoslavo e russo. Recebeu imensas distinções, prémios e condecorações como o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores em 1989 e o Prémio Camões em 2001. Existe uma biblioteca com o seu nome no Fundão.
Eugénio de Andrade faleceu a 13 de junho de 2005, no Porto.


 

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  • Data 1 a 31 de janeiro de 2022

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