Eventos

Autor da Semana - Aquilino Ribeiro

O Autor desta semana é Aquilino Ribeiro
Conheça as obras de um dos mais reconhecidos escritores nacionais e aproveite os que temos para si 10% desconto em artigos, entre os dias 17 e 23 de setembro.


Aquilino Gomes Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885, em Tabosa do Carregal, Sernancelhe. Foi ficcionista, autor dramático, cronista, ensaísta e um dos romancistas mais imaginativos da primeira metade do século XX. Viveu grande parte da sua infância em Sernancelhe. Contudo, em 1895, entrou para o Colégio de Nossa Senhora da Lapa, em Moimenta da Beira, partindo depois para a cidade de Lamego para prosseguir os estudos no Colégio de Lamego. Em 1902, frequentou o Seminário de Beja onde estudou Filosofia, tendo sido expulso em 1904 após confrontos verbais com o Padre Manuel Ançã, dirigente da instituição. Em 1906 partiu para Lisboa onde aderiu ao movimento republicano, distinguindo-se através da sua escrita e do seu papel ativo no partido. Colaborou no jornal republicano "A Vanguarda", dirigido por Alves Correia e, em 1907, em parceria com José Ferreira da Silva escreveu o folhetim "A Filha do Jardineiro", uma obra de ficção de propaganda republicana e de crítica ao regime monárquico. No mesmo ano, a convite de Luz de Almeida, colaborou na estrutura organizacional da Loja maçônica do Grande Oriente Lusitano, em Lisboa. Ainda em 1907 foi preso na sequência do rebentamento de explosivos guardados no seu quarto, que levaram à morte dois companheiros. Após este incidente fugiu, vivendo algum tempo clandestino na cidade de Lisboa. Em 1910, fixou-se em Paris, frequentando a Faculdade de Letras da Universidade de Sorbonne. Foi na cidade francesa que conheceu a alemã Grete Tiedemann, com quem casou, nascendo desta união o seu primeiro filho em 1914. Um ano antes, publicou a sua obra "Jardim das Tormentas". Em 1915 regressou a Portugal na sequência dos conflitos da Primeira Guerra Mundial, lecionando durante 3 anos no Liceu de Camões, em Lisboa. Em 1918 publicou o romance "A Via Sinuosa" e ano seguinte, a convite de Raul Proença, colaborou com a Biblioteca Nacional de Portugal, onde frequentou o grupo literário intitulado "Grupo da Biblioteca" juntamente com Jaime Cortesão e Raúl Proença. Em 1919, publicou a obra "Terras do Demo" e a primeira versão do conto "Valeroso Milagre" no número 32 da revista "Atlantida : mensário artístico literário e social para Portugal e Brazil". Em 1921, integrou a direção da revista "Seara Nova", juntamente com Raúl Brandão, Raúl Proença, Ferreira de Macedo e Jaime Cortesão. Em 1922, publicou a coletânea "A Estrada de Santiago", que integrava as obras "O Malhadinhas" publicado num volume autónomo em 1958, e "Valeroso Milagre". Após participar na Revolta de Fevereiro de 1927 exilou-se em Paris, voltando secretamente a Portugal no ano seguinte, após a morte da sua esposa. Participou na na Revolta de Pinhel, exilando-se posteriormente novamente em Paris, tendo sido condenado à revelia em Lisboa, sendo amnistiado em 1932. Em 1929 casou com Jerónima Dantas Machado, filha de Bernardino Machado, com quem teve um o segundo filho. Foi agraciado com o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa, pelo seu livro "As Três Mulheres de Sansão", publicado em 1932. Em 1935 foi eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, tornando-se mais de vinte anos depois, em 1957, sócio efetivo. Em 1956 fundou, juntamente com Ferreira de Castro, a Sociedade Portuguesa de Escritores, de quem foi o primeiro presidente e o sócio nº. 1. Em 1960 foi proposto para o Prémio Nobel da Literatura, por Francisco Vieira de Almeida. Aquilino Ribeiro publicou diversas obras destacando-se: "Maria Benigna", 1933, "Peregrinação", 1933, "É a guerra", 1934, "Alemanha ensanguentada", 1935, "Quando ao Gavião cai a pena", 1935, "Aventura Maravilhosa de D. Sebastião", 1936, "S. Banaboião. Anacoreta e Mártir, 1937, "Mónica", 1939, "Por Obra e Graça", 1939, "O Servo de Deus e a Casa Roubada", 1941, "Os avós dos nossos avós", 1942, "Brito Camacho", 1942, "O Arcanjo Negro", 1947, "Cinco Réis de Gente", 1948, "Uma luz ao longe", 1948, "Portugueses das Sete Partidas", 1951, "Leal da Câmara (vida e obra)", 1951, "Príncipes de Portugal – suas grandezas e misérias", 1952, "Arcas Encoiradas", 1953, "Humildade Gloriosa", 1954, "A casa grande de Romarigães", 1957, "Dom Frei Bertolameu", 1959, "D. Quixote de la Mancha", 1959, "No Cavalo de Pau com Sancho Pança", 1960, "De Meca a Freixo de Espada à Cinta", 1960, entre outros. Aquilino Ribeiro faleceu a 27 de maio de 1963, em Lisboa. Em 1974 foi publicado o livro de memórias "Um Escritor Confessa-se" e, em 1982, foi agraciado a título póstumo com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade. Em 2007, o corpo do escritor foi transladado para o Panteão Nacional, por decisão da Assembleia da República.
Ler Mais
  • Data 17 e 23 de setembro

Notas


Aproveite os descontos em publicações do autor
* Promoção não acumulável com outros descontos em vigor.
Autor da semana