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Autor da Semana - Almada Negreiros

O Autor desta semana é Almada Negreiros.
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José Sobral de Almada Negreiros nasceu na freguesia de Trindade, em S. Tomé e Príncipe, a 7 de abril de 1893. Foi artista plástico, poeta, ensaísta, crítico de arte, conferencista, romancista, dramaturgo e bailarino.
Parte da sua infância foi passada em São Tomé e Príncipe, contudo em 1900, com 7 anos de idade viaja para Lisboa onde ingressou no colégio Jesuíta. Com apenas 12 anos de idade, redigiu e ilustrou manuscritos como “A República” e “O Mundo”. Após frequentar um ano no Liceu de Coimbra, regressa a Lisboa para frequentar a Escola Internacional, entre 1911 e 1913, onde apresentou a sua primeira exposição com cerca de 90 desenhos.
Em 1915, juntamente com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, formou o coletivo da revista “Orpheu”, da qual foram publicados apenas 2 números, que corresponderam aos dois primeiros trimestres desse ano. O terceiro número foi suprimido devido a complicações financeiras. Almada Negreiros destacou-se na primeira edição da revista com o texto “Frizos”. Nesse mesmo ano escreveu o poema “A Cena do Ódio” e, posteriormente, o “Manifesto Anti-Dantas” como crítica à peça de Júlio Dantas, “Soror Mariana”, que o tornou célebre devido à capacidade de ironia e de intelectualidade crítica que carateriza Almada Negreiros. Participou e incentivou muitas manifestações culturais, à época, em Portugal. Em 1916, publicou as obras “Litoral” e “A Engomadeira”, e um ano mais tarde “K4 – O quadrado azul”.
Em 1919, estabeleceu-se em Paris e, paralelemente à escrita, exerceu atividades como empregado de armazém e bailarino de cabaret. Escreveu “Histoire du Portugal par Coeur” que foi publicada em 1922 e, dois anos mais tarde, inicia o seu romance “Nome de Guerra”, aquele pelo qual viria a ser destacado, apenas publicado 14 anos mais tarde, em 1938. Em 1934 casou-se com a pintora Sarah Affonso com quem teve dois filhos.
Em 1946 foi-lhe atribuído o “Prémio Domingos Sequeira”, na primeira Exposição de Arte Moderna do S.P.N/S.N.I. ( Secretariado de Propaganda Nacional/Secretariado Nacional de Informação), pela realização dos painéis das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos. Em 1951 realizou os vitrais da Igreja do Santo Condestável em Lisboa, e da Capela de S. Gabriel em Vendas Novas.
Concebeu, em 1954, “O Retrato de Fernando Pessoa”, uma encomenda do restaurante Irmãos Unidos, na Praça do Rossio, local frequentado pela geração d'Orpheu. Dez anos mais tarde, a Fundação Calouste Gulbenkian solicitou a Almada Negreiros uma réplica exata da original, com imagem invertida. A primeira encontra-se ainda hoje na Casa Fernando Pessoa e a segunda na coleção do Museu Fundação Calouste Gulbenkian.
Durante a década de 50, foram várias as obras e projetos que realizou, dos quais se destacam as gravuras incisas das fachadas das Faculdades de Letras e de Direito da Universidade de Lisboa, os painéis para a Escola Patrício Prazeres e as intervenções no edifício do Bloco Águas Livres. Para além destes, realizou em 1969 o painel intitulado “Começar”, no átrio da Fundação Calouste Gulbenkian, e o painel “Verão” na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, sendo estas as últimas obras produzidas. 
José de Almada Negreiros faleceu em Lisboa, a 15 de junho de 1970, no Hospital de S. Luís dos Franceses, no mesmo quarto onde faleceu Fernando Pessoa.

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  • Data 18 e 24 de junho

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