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Espaço Mário Cesariny

Mário Cesariny nasceu em Lisboa a 9 de agosto de 1923 e faleceu na mesma cidade a 26 de novembro de 2006. Foi poeta, pintor, tradutor e considerado um dos grandes mestres do Surrealismo Português. A sua poesia e obra plástica constituíram um marco para a cultura portuguesa do século XX. Ocupou um papel de destaque no Movimento Surrealista pelo seu pioneirismo na introdução de novas técnicas, exploração de materiais e pela impregnação de humor, ironia, crítica e irreverência em toda sua produção artística.
O artista proporcionou a incorporação, por compra, doação e legado de uma grande parte do seu património artístico e documental, à Fundação Cupertino de Miranda. Fruto de uma relação de proximidade, a instituição tornou-se detentora do recheio da casa do artista na Rua de Basílio Teles em Campolide, Lisboa. Esta exposição sugere uma aproximação à casa de Mário Cesariny, levando-nos a imaginar sobre o espaço-vida-obra do artista.
Partilhamos alguns aspetos da disposição dos objetos que compunham o interior de sua casa. Um conjunto de objetos posicionados sem ordem aparente e em constante transformação: mantinham-se em rotação; alteravam funções; e recusavam hierarquias de valores.
Fotografias, obras de arte (sobretudo dos amigos), simples papéis, livros, material de pintura e desenho, objetos populares e orgânicos misturavam o profano e o sagrado, a poética e a profética, o nacional e o internacional. Apresentamos, também, o seu gosto particular pelos gatos e algumas das relações que manteve com personalidades das artes e da literatura, como Sophia de Mello Breyner, Maria Helena Vieira da Silva e Paula Rego.
A sua obra continua a representar da forma mais exemplar o Surrealismo como expressão e sobretudo, como uma maneira revolucionária de ver, de entender e viver a vida.

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  • Local Piso 2 da Fundação Cupertino de Miranda